Jun 20, 2013

Ensinamentos de Santo Antônio de Pádua e Lisboa, doutor da Igreja




Ensinamentos de Santo Antônio, doutor da Igreja



Palavra de Deus: “São os pobres, os simples, os humildes, que tem sede da palavra da Vida e da água da Sabedoria. Porém os mundanos, que se embriagam com o cálice dourado dos vícios, os sabichões, os conselheiros dos poderosos – acreditem-me, se puderem! – não aceitam que se lhes anuncie a Mensagem divina. Escutar de boa vontade a palavra de Deus é um grande sinal de predestinação. Da mesma forma com que o exilado procura e escuta com satisfação notícias provenientes da sua terra, também se pode dizer que já tem o coração voltado para o céu o cristão que escuta com interesse quem fala da pátria celeste”. 


Oração: “A oração é uma demonstração de afeto para com Deus, uma conversa afetuosa e familiar com Ele, um descanso da mente iluminada lá do alto e que procura aproveitá-lo o máximo possível. A oração é também solicitar os bens temporais necessários para a vida presente; aqueles, porém, que os pedem ao Senhor com verdadeiro espírito cristão sempre subordinam sua vontade à dele, ainda que seja somente a necessidade que os leva a rezar: só o Pai celeste é que sabe quais coisas nos são realmente necessárias no âmbito temporal. Finalmente, a oração é também ação de graças, reconhecendo os benefícios recebidos e oferecendo a Deus, em troca, todas as nossas obras, para que nossa oração seja contínua. 


Conversão: “Como deve ser a contrição pelo pecado? Escuta o salmista: ‘Sacrifício para Deus é um espírito contrito. Um coração contrito e esmagado Tu não o desprezas’. Com estas palavras estão sendo indicadas a conpunção de espírito pelos pecados cometidos, a reconciliação do pecador, a contrição universal por todos os pecados e a contínua humilhação do pecador sinceramente arrependido. O espírito do penitente, quando estraçalhado e coberto de feridas, é um holocausto aceito por Deus. Deus faz novamente as pazes com o pecador, e o pecador com Deus.” 


A Graça: “Pela Graça, é o próprio Espírito Santo que, como esposo, se une à alma purificada por um amor penitente. É uma divina união, da qual nasce o cristão, herdeiro da vida eterna…Podemos, assim, dizer ao Filho de Deus: “Somos osso de Teus ossos e carne de Tua carne!’ Senhor Jesus, tem compaixão da nossa fraqueza, perdão pelos nossos pecados! Tem compaixão de nós, teus membros ó Senhor! Estende-nos tua mão fraterna, para que cada dia da nossa vida aqui na terra seja um passo adiante em nossa peregrinacão rumo `a casa do céu. Dá-nos tuas graças a nós, pecadores, para que nos aproximemos de Ti, para Te escutarmos sempre! Digna-Te acolher-nos junto a Ti e ser nosso divino alimento no grande Banquete da vida eterna! “ 


: “A fé é a virtude principal, e quem não crê é semelhante àqueles hebreus que no deserto se rebelaram contra Moisés: sem a guia de Moisés, isto é, sem a fé, não se entra no Reino de Deus; a fé é a vida da alma. Cristão é aquele que, com a alma iluminada pela fé, percebe claramente os mistérios de Deus, professando-os publicamente com os lábios. Fé verdadeira é a que se faz acompanhar pela caridade. Para o cristão, crer em Deus não significa acreditar que Ele é verdadeiro e fiel; significa sim acreditar amando, acreditar abandonando-se a Deus, unindo-se a Ele e tornando-se um só com Ele.”


(Orações em honra a Santo Antônio – Paulus – São Paulo – 1994 – Tradução: Georges Maissiat – p.9 a 29).