quarta-feira, 28 de agosto de 2013

DA VERDADEIRA AMIZADE - LIVRO IMITAÇÃO DE MARIA CAPÍTULO XXVII


LIVRO IMITAÇÃO DE MARIA
CAPÍTULO XXVII
DA VERDADEIRA AMIZADE

O SERVO – “Um amigo fiel é um rico tesouro”, diz a Escritura; a “descoberta dele é prometida aos que temem a Deus”.
         O Céu fez que encontrásseis, ó Maria, este precioso tesouro em Isabel, a quem também fostes dada por Deus como um tesouro!
         Ambas nos ofereceis o modelo da mais perfeita amizade, santa e depurada de tudo o que de hábito corrompe as amizades humanas. Uma feliz conformidade de sentimentos, porém, e de sentimentos religiosos, entre ambas predominava.
         A graça e a virtude, eis o que estimastes em Isabel e o que, reciprocamente, ela em vós mesma estimava.
         Frequentes eram vossas palestras, mútuas confidências entretínheis, conselhos permutáveis, alternáveis serviços, mas todos os sinais de amizade que vos  testemunháveis um só interesse visavam: o interesse da glória divina. Isabel percebeu que no seu coração, desde aquele momento em que se ligara ao de Maria, sentimentos ainda mais vivos para Deus.
         Enquanto a vós, Virgem Santa, tantos progressos na santidade íeis fazendo na casa de vossa prima, como se houvésseis permanecido no vosso retiro de Nazaré. A separação não fez cessar o amor: a virtude que une dois corações não pode estar sujeita à inconstância.
MARIA– Não te vanglories, filho meu, por gozares as inocentes doçuras da amizade, a menos que o procures em uma amizade virtuosa. Todos os dias enganam-se as criaturas na escolha de amigos. As almas cristãs só deveriam confiar naqueles de reconhecida fidelidade, com a religião dos quais pudessem contar.
         Acharás muitos desses amigos comuns, que te darão sinais exteriores de ligação afetiva, porém nada mais esperes do que isso. Só amigos serão enquanto puderem tirar vantagem de tua prosperidade. Se te achares na adversidade, deixá-lo-ão de ser.
         Eles procurarão corrigir-te dos vícios, cuja desonra sobre si mesmos poderia recair: quanto aos vícios que o cristianismo combate porém, o mundo os favorece, e serão estes os primeiros para os quais aqueles falsos amigos te conduzirão. Aprende o que é verdadeiro amigo: auxílio nas necessidades, consolo nas aflições, conselho nas dúvidas, orientação nos negócios, sinceridade e caráter. Ele anima, sobretudo por suas palavras e seus exemplos a praticares os teus deveres.
         Raro é, porém achar alguém tal amigo, assim como raro é na escolha de um amigo seja a virtude consultada.
         Ama a virtude, e ela far-te-á achar um amigo que seja digno de ti, um como desdobramento de ti mesmo. Muitas são as amizades que a princípio parecem vivas e sinceras, e logo acabam, porque a ligação que se fizera foi de vícios, não de virtudes. Faze, tanto quanto puderes, de tua amizade um motivo de edificação, pelo qual darás aos teus amigos o bom exemplo e deles receberás um troco equivalente.

         Tem para com eles toda a complacência que te possa permitir a consciência, mas não ultrapasses os limites desta. Nada exijas fora do justo e do razoável, e sobretudo não os lisonjeies para que também por eles não sejas tu lisonjeado, o que pode causar grande mal a uma alma cristã.



Eclesiástico, 6
1. De amigo não te tornes inimigo de teu próximo, pois o malvado terá por sorte a vergonha e a ignomínia, como todo pecador invejoso e de língua fingida.
2. Não te eleves como um touro nos pensamentos de teu coração, para não suceder que a tua loucura quebre a tua força,
3. devore as tuas folhas, apodreça os teus frutos e te deixe como uma árvore seca no deserto.
4. Pois uma alma perversa é a perda de quem a possui; torná-lo-á motivo de zombaria para seus inimigos, e conduzi-lo-á à sorte dos ímpios.
5. Uma boa palavra multiplica os amigos e apazigua os inimigos; a linguagem elegante do homem virtuoso é uma opulência.
6. Dá-te bem com muitos, mas escolhe para conselheiro um entre mil.
7. Se adquirires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa.
8. Pois há amigos em certas horas que deixarão de o ser no dia da aflição.
9. Há amigo que se torna inimigo, e há amigo que desvendará ódios, querelas e disputas;
10. há amigo que só o é para a mesa, e que deixará de o ser no dia da desgraça.
11. Se teu amigo for constante, ele te será como um igual, e agirá livremente com os de tua casa.
12. Se se rebaixa em tua presença e se retrai diante de ti, terás aí, na união dos corações, uma excelente amizade.
13. Separa-te daqueles que são teus inimigos, e fica de sobreaviso diante de teus amigos.
14. Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro.
15. Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé.
16. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo.
17. Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante.
18. Meu filho, aceita a instrução desde teus jovens anos; ganharás uma sabedoria que durará até à velhice.
19. Vai ao encontro dela, como aquele que lavra e semeia, espera pacientemente seus excelentes frutos,
20. terás alguma pena em cultivá-la, mas, em breve, comerás os seus frutos.
21. Quanto a sabedoria é amarga para os ignorantes! O insensato não permanecerá junto a ela.
22. Ela lhes será como uma pesada pedra de provação, eles não tardarão a desfazer-se dela.
23. Pois a sabedoria que instrui justifica o seu nome, não se manifesta a muitos; mas, naqueles que a conhecem, persevera, até (tê-los levado) à presença de Deus.
24. Escuta, meu filho, recebe um sábio conselho, não rejeites minha advertência.
25. Mete os teus pés nos seus grilhões, e teu pescoço em suas correntes.
26. Abaixa teu ombro para carregá-la, não sejas impaciente em suportar seus liames.
27. Vem a ela com todo o teu coração. Guarda seus caminhos com todas as tuas forças.
28. Segue-lhe os passos e ela se dará a conhecer; quando a tiveres abraçado, não a deixes.
29. Pois acharás finalmente nela o teu repouso. E ela transformar-se-á para ti em um motivo de alegria.
30. Seus grilhões ser-te-ão uma proteção, um firme apoio; suas correntes te serão um adorno glorioso;
31. pois nela há uma beleza que dá vida, e seus liames são ligaduras que curam.
32. Como ele te revestirás como de uma vestimenta de glória, e a porás sobre ti como uma coroa de júbilo.
33. Meu filho, se me ouvires com atenção, serás instruído; se submeteres o teu espírito, tornar-te-ás sábio.
34. Se me deres ouvido, receberás a doutrina. Se gostares de ouvir, adquirirás a sabedoria.
35. Permanece na companhia dos doutos anciãos, une-te de coração à sua sabedoria, a fim de que possas ouvir o que dizem de Deus, e não te escapem suas louváveis máximas.
36. Se vires um homem sensato, madruga para ir ter com ele, desgaste o teu pé o limiar de sua porta.
37. Concentra teu pensamento nos preceitos de Deus, sê assíduo à meditação de seus mandamentos. Ele próprio te dará um coração, e ser-te-á concedida a sabedoria que desejas.

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