quinta-feira, 22 de junho de 2017

QUE NOS ENTREGUEMOS INTEIRAMENTE A DEUS E PARA SEMPRE-CAPÍTULO VI - LIVRO IMITAÇÃO DE MARIA


CAPÍTULO VI - LIVRO IMITAÇÃO DE MARIA
QUE NOS ENTREGUEMOS INTEIRAMENTE A DEUS E PARA SEMPRE

O Servo - Ó fervorosa Virgem, não só vos destes a Deus desde cedo, senão que a ele vos entregastes sem reservas ou restrições. Sacrificastes completamente por Ele a vossa liberdade, para que outra não fosse a vossa vontade senão a dele. Nenhuma satisfação quiseste neste mundo senão a de agradar a Deus; nenhum prazer senão o de vos privardes de tudo por seu amor.
Jamais desmentistes a vós mesma: pelos caminhos traçados por Deus constantemente andastes, acumulando cada dia progressos sobre progressos. O vosso exemplo é uma condenação às minhas inconstâncias no serviço a Deus, às minhas atitudes para com Deus. Coro de vergonha do meu procedimento, Senhora, pois sendo Deus sempre o mesmo para mim, fora justo de minha parte retribuir-lhe com o mesmo devotamente e a mesma fidelidade.
Maria - Mas, filho meu, por que te detiveste depois de tão bem haveres começado? Porventura, hoje como outrora não será Deus o mesmo Deus, o grande e amável Mestre, com quem sempre mantiveste as mesmas relações?
Em qualquer tempo de tua vida, não é verdade que dependes igualmente dele?
A obrigação de seres dele integralmente não é igual em qualquer tempo?
Se em idade avanças, aumentam os favores de Deus, e pois deve aumentar também o teu reconhecimento e conseguintemente a tua fidelidade.
Lembra-te que Deus formou o teu coração, e só para ele é que o fez, para só Ele ser o único Mestre do teu coração. Ele não te disse: empresta-me o teu coração, senão: "dá-me teu coração".
Foste fiel à sua voz, consagrando-Lhe teu coração. Que direito te assiste agora de o pedires de volta?
Honrarás demasiadamente ao mundo, se lhe deres um lugarzinho nas tuas afeições. Dar a Deus este rival é fazer-Lhe um grande insulto.

Disseste que te considerarias o maior dos desgraçados, se incluído não estiveras entre os amigos de Deus. Mas aos olhos deste Deus ciumento, como não se apresentaria um amigo fraco e negligente!
O teu Deus não pensa que te dá em demasia. Ele próprio que todo se entrega a ti. Por que não seres, portanto, todo dele? Dá-lhe tudo, e junto dele tudo encontrarás.
O mundo, tudo o que é mundo nada vale diante daquele para quem Deus se fez tudo, e para quem todo o bem a Deus atribui, dizendo como fazia um grande santo, ao exclamar dos recessos do coração: "Meu Deus e meu Tudo!"
O Servo - Fraco como sou, é de uma graça poderosa que careço, ó Virgem Santa, a fim de que vos possa acompanhar os passos, aproveitando os conselhos que me destes. Rogai por mim, ao mesmo tempo em que me estimulais com o exemplo do vosso fervor, para que me venham por Vós os necessários socorros.
Ai de mim! Como poderei oferecer a Jesus meu coração, já agora tão cheio de inconstâncias e infidelidades?
Salva-me, porém, o pensar que a sua cólera não subsiste contra "um coração contrito e humilhado", nem contra a vossa mediação. "Mãe de misericórdia, dignai-vos reconciliar-me com O vosso Filho. E digne-se este Deus Salvador encher-me de graças o coração, pela vossa intercessão, de tal maneira que nada mais conheça este coração que o desvie ou o perturbe no serviço de tão bom Mestre, e que sejam só para Deus os seus anelos.


 

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