Nov 27, 2017

Aparição da Rue du Bac – Medalha Milagrosa

 Relato das Aparições 

Related image

Nome da Aparição: Aparição da Rue du Bac – Medalha Milagrosa     Cidade: Paris    País: França

Nome da vidente: Irmã Catherine Labouré         Data de nascimento: 2 de Maio de 1806

Idade à data da Aparição:  24 anos              Estado civil: Solteira             Vocação: Irmã Religiosa das Filhas da Caridade. Canonizada pelo Papa Pio XII em 1947

Tipo de Fenómeno: Aparição + Pedido + Milagres com a Medalha Milagrosa

Número de Aparições: 3 Aparições

Quem visita o vidente: Virgem Maria - Nossa Senhora das Graças

Início dos fenómenos: 18 de Julho de 1830                  Fim dos fenómenos: Dezembro de 1830   


Site Oficial:       http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Resultado de imagen para web separator

Principais Objectivos: 

Nossa Senhora das Graças traçou um Plano de Conversão Global, das pessoas individualmente, da França e do mundo inteiro, através da satisfação dos seus Três Pedidos:

1 - Pedir a cunhagem e o uso de uma Medalha de Nossa Senhora das Graças, que mais tarde ficou conhecida como Medalha Milagrosa, para a Conversão Individual. Este pedido foi atendido pelas autoridades eclesiásticas. Foi cunhada em 1832 com o consentimento de Dom Quélen, arcebispo de Paris

2 - Peregrinações à Capela da Rue du Bac, para a Conversão da França. Este pedido não foi atendido pelas autoridades eclesiásticas em tempo útil e em vida de Catherine Labouré.

3 - Construção de uma Cruz, com 12 pés de altura, em frente à Catedral de Notre Dame de Paris, para a Conversão do mundo inteiro. Este pedido não foi atendido pelas autoridades eclesiásticas.



Notas Históricas:





As 3 Aparições da Virgem Maria a Catherine Labouré ocorreram na Capela do convento onde era noviça, no nº 140 da Rue du Bac em Paris – França.


Interior da Capela da Rue du Bac


No site oficial da Medalha Milagrosa pode-se ler:

O Céu desceu à Terra… de Julho a Dezembro de 1830, a Irmã Catarina, jovem noviça das Filhas da Caridade, recebe o imenso favor de conversar três vezes com a Virgem Maria.

Eis o resumo das confidências de Nossa Senhora a Catherine Labouré.

● 1ª Aparição
Aos 18 de Julho de 1830, véspera da festa de São Vicente que ela tanto ama, Catarina recorre a ele, de quem vira o seu coração transbordando de amor, para que seu grande desejo de ver a Santíssima Virgem seja enfim alcançado. Às onze horas e meia da noite, ela ouve chamarem-na pelo seu nome.

Uma misteriosa criança está ali, ao pé da sua cama e a convida para levantar-se e diz:

«A Santíssima Virgem a espera».

Catarina se veste e acompanha a criança, que deixa raios de luz por todos os lugares por onde passa.


Chegando à Capela, Catarina pára perto da cadeira do Padre, colocada no presbitério. Ela ouve então “como o frou-frou” de uma roupa de seda, que vinha da direita da tribuna.

“Vislumbrei, então, a Virgem Santíssima perto do quadro de São José. Ela estava logo acima dos degraus que conduziam ao altar, ao lado do Evangelho, numa cadeira parecida com a de Sant’Ana. Eu ainda duvidava que ela fosse, realmente, Nossa Senhora”.

«Eis a Santíssima Virgem», diz seu pequeno guia.

“Naquele momento, senti algo indescritível dentro de mim. Eu não consegui acreditar que estava vendo a Virgem Maria”.

A criança, porém, diante da inércia de Catarina, deixou de falar como criança, e passou a falar como adulto, e com palavras mais vigorosas  repete com uma voz mais forte:

«Eis a Santíssima Virgem».



Catarina corre e joga-se aos joelhos da Santíssima Virgem sentada na cadeira.

“Então não fiz senão dar um salto para junto dEla, e, de joelhos, sobre os degraus do altar, apoiei as mãos nos joelhos da Santíssima Virgem. Aí, passei um momento, o mais suave de minha vida. Ser-me-ia impossível dizer o que experimentei. A Santíssima Virgem disse-me como eu devia conduzir-me com o meu confessor e várias coisas mais”.

Perguntei-lhe o que significavam alguns factos que me foram mostrados anteriormente - coisas que eu havia visto. Ela me explicou:

“Sereis atormentada, até que tenhais contado tudo àquele que está encarregado de vos conduzir.

Sereis impugnada, contestada, mas recebereis a Graça. Não tenhais medo. Dizei tudo com confiança e simplicidade. Confiai.

Vereis algumas coisas. Prestai atenção ao que ireis ver e ouvir. Sereis inspirada nas vossas orações, prestai atenção.  

Os tempos serão ruins, desgraças abalarão a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro sofrerá transtornos de toda a espécie”.

A Santíssima Virgem dizia isto com uma expressão muito triste.


A Virgem Santíssima continuou.

 "Achegai-vos aos pés deste altar. Aqui, as Graças serão derramadas sobre todas as pessoas que as solicitarem com confiança e fervor.

Grandes e pequenos. As Graças serão derramadas, particularmente sobre aqueles que as solicitarem.

Minha filha, eu gosto de distribuir Graças, e em especial, sobre toda a comunidade (a ordem religiosa). Gosto muito de vós todas, felizmente. E porque vos amo, sofro muito.

Existem muitos abusos em termos do seguimento do bom caminho. As regras não são observadas. Há um grande relaxamento nas duas comunidades.

Dizei àquele que se ocupa de vós, que, embora não seja o vosso superior, ele será encarregado desta comunidade, de forma especial.

Ele deve fazer tudo o que for possível para recolocar a regra em vigor. Dizei-lhe que peço estas urgentes instâncias; que ele impeça as más leituras, as perdas de tempo e as visitas.

Quando a regra for posta em vigor, haverá uma nova comunidade que se unirá à vossa. Isto não é o habitual, mas me faz tão feliz...

Dizei às missionárias da outra comunidade que vós as recebereis. Deus as abençoará e elas usufruirão de grande paz. A comunidade irá gozar de uma grande paz. Ela se tornará grande." Nossa Senhora concluiu.

Em seguida, continuou.

"Grandes desgraças virão; o perigo será enorme. Contudo, não tenhais medo, dizei-lhes que não temam.

A proteção de Deus estará sempre aqui e São Vicente protegerá a vossa comunidade."

A Virgem Santíssima continuava triste.

"Apesar de tudo, eu estarei sempre convosco. Eu sempre cuidei de vós e sempre conceder-vos-ei muitas Graças.

Chegará o momento em que o perigo será muito grande; tudo parecerá perdido. Mas eu estarei convosco, tende confiança.

Vós recebereis a visita e a proteção de Deus e a de São Vicente, sobre as duas comunidades."

Ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha os olhos cheios de lágrimas.

 "Tende confiança, não esmorecei. Eu estarei sempre convosco. Infelizmente, não acontecerá o mesmo com as outras comunidades. Haverá vítimas no clero de Paris; Monsenhor Arcebispo irá morrer”.

Ao pronunciar estas palavras, suas lágrimas tornaram a correr.

 "Minha filha, a Cruz será desprezada, ela será lançada por terra e a Chaga do lado de Nosso Senhor, novamente será aberta.

As ruas serão inundadas de sangue. Monsenhor Arcebispo será despojado de suas vestes."

Nossa Senhora, neste momento, já não conseguia falar; dolorosa sombra de amargura pairava sobre o seu rosto.

 "Minha filha, o mundo inteiro cairá em tristeza e aflição."

(Este foi o Testemunho de Irmã Catarina Labouré, sobre as aparições da Virgem Maria, na rua du Bac. Relatado a seu director espiritual, em Paris, 1830.)


● 2ª Aparição
A Santíssima Virgem, no dia 27 de Novembro de 1830, aparece de novo, na Capela, à Catarina Labouré. Dessa vez foi às 17h30, durante a oração das Irmãs e das noviças, sobre o quadro de São José (hoje, o local onde se encontra a Virgem do Globo). Antes, Catarina vê dois globos vivos, que passam, um após o outro, e nos quais a Santíssima Virgem se mantém em pé, sobre a metade do globo terrestre, seus pés esmagando a serpente.

No primeiro quadro, a Virgem Maria traz nas mãos um pequeno globo, dourado, com uma cruz sobreposta, que Ela eleva aos céus. Catarina ouve:

“Este globo representa o mundo inteiro, particularmente a França e todas as pessoas”.

No segundo, saem de suas mãos abertas raios de um brilho resplandecente. Catarina ouve ao mesmo tempo uma voz que lhe diz:

“Estes raios são o símbolo das Graças que Maria alcança para os homens”.

Depois, em forma oval, forma-se a aparição e Catarina vê inscrita, em letras de ouro, esta invocação:

“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós”!

Catarina ouviu, então:

"Eu distribuo estas graças àqueles que as solicitam."

A Mãe Santíssima me fez compreender o quanto lhe é agradável que nos dirijamos a Ela, em oração, e o quanto Ela é generosa para com as pessoas que solicitam a Sua ajuda. Quantas Graças eram concedidas e que alegria Maria sentia em concedê-las.

Imediatamente, pareceu-me que o quadro se movimentava e eu pude ver o reverso da medalha. A letra 'M' (monograma de Maria) encimada por uma pequena Cruz, e, em baixo, os Sagrados Corações de Jesus e Maria.

Catarina considerou bem o que via. O coração da esquerda estava cercado de espinhos; o da direita, transpassado por uma espada.

Então uma voz se fez ouvir e explicou:

“Fazei cunhar uma medalha exactamente assim, como este modelo. As pessoas que a usarem com confiança, e fizerem uma pequena e piedosa oração, gozarão de especial proteção da Santa Mãe de Deus e receberão muitas Graças”.

Finalmente, ao redor, Catarina vê o reverso da Medalha: no alto, uma cruz, com a inicial do nome de Maria sobreposta, e, em baixo, dois corações, um coroado de espinhos, e outro, trespassado por uma lança.

(Este foi o Testemunho de Irmã Catarina Labouré, sobre as aparições da Virgem Maria, na rua du Bac. Relatado a seu director espiritual, em Paris, 1830.)



● 3ª Aparição
No mês de Novembro de 1830, durante a oração, Catarina ouve de novo um “frou-frou”, desta vez atrás do altar. O mesmo quadro da medalha se apresenta perto do tabernáculo, um pouco atrás.

 “Estes raios são o símbolo das Graças que a Santíssima Virgem alcança para as pessoas que lhe pedem… Você não me verá mais”.

Eis o fim das aparições. Catarina comunica ao seu confessor, Padre Aladel, o pedido da Santíssima Virgem. Ele a acolhe formalmente, proibindo-a de pensar sobre o assunto. O choque é muito forte.

A 30 de Janeiro de 1831, ela termina o seminário. Catarina recebe o hábito. No dia seguinte, ela parte para o Asilo de Enghien, fundado pela família de Orléans, à rua de Picpus, 12, em Reuilly, a leste de Paris, num bairro miserável, onde, incógnita, servirá os pobres durante 46 anos.

Depois de terminarem as Aparições, Catarina recebeu inúmeras instruções de Nossa Senhora através de locuções interiores. O Padre René Laurentin dissertou largamente sobre elas.


● Os três Pedidos Nossa Senhora das Graças ● 
Quando se fala nas Aparições de Nossa Senhora das Graças à Catherine Labouré, na Rue du Bac, normalmente só se pensa no pedido de cunhagem de Medalha, que viria a se revelar Milagrosa.

«Fazei cunhar uma medalha sob este modelo. As pessoas que a usarem, com confiança, receberão muitas Graças.»


Medalha Milagrosa frente e verso



Na verdade, Nossa Senhora das Graças traçou um Plano de Conversão Global, através de Três Pedidos feitos a Catherine Labouré:

■ 1 - Cunhagem e o uso de uma Medalha de Nossa Senhora das Graças, que mais tarde ficou conhecida como Medalha Milagrosa, para a Conversão Individual. Este pedido foi atendido pelas autoridades eclesiásticas. Foi cunhada em 1832 com o consentimento de Dom Quélen, arcebispo de Paris

■ 2 - Peregrinações à Capela da Rue du Bac, para a Conversão da França. Este pedido não foi atendido pelas autoridades eclesiásticas em tempo útil e em vida de Catherine Labouré. A Capela devia ter sido aberta ao público logo a seguir às Aparições. Só o foi muito mais tarde após a morte de Catherine Labouré.

■ 3 - Construção da Cruz da Vitória em frente à Catedral de Notre Dame de Paris, com 12 pés de altura, para a Conversão do mundo inteiro. Este pedido não foi atendido pelas autoridades eclesiásticas.

Estes três pedidos ficaram bem expressos nas Obras do Padre René Laurentin sobre as Aparições da Rue du Bac:
- Catherine Labouré et la médaille miraculeuse. Documents authentiques - Éd. Letheilleux (1976) - René Laurentin

- Procès de Catherine Labouré. Documents authentiques - Éd. Letheilleux (1978) - René Laurentin

- Vie authentique de Catherine Labouré 2 volumes - Éd. DDB - Livre de poche racontée à tous (1980 e 1981) - René Laurentin



● O Plano alternativo de Conversão de Nossas Senhora das Graças

Pelo facto de só um dos Seus Três Pedidos ter sido atendido, Nossa Senhora traçou um Plano Alternativo de Conversão para o mundo.

Analisemos cada um dos Seus Pedidos, para ver quais os resultados e as implicações que tiveram nos tempos que se lhe seguiram.

■ 1 - Cunhagem e o uso de uma Medalha de Nossa Senhora das Graças

O Pedido foi feito na segunda Aparição de  27 de Novembro de 1830, e por ordem do Arcebispo de Paris foi cunhada em  1830 e começada a ser distribuída com um sucesso extraordinário, sucedendo-se milhares de Milagres. A pessoas acorriam a pedir mais e mais Medalhas, até os revolucionários iam ao convento pedi-las.

Foram comunicados detalhes pormenorizados por Nossa Senhora a Catarina Labouré, especialmente por Visões que lhe foram concedidas, que não constam da descrição resumida das três Aparições feita acima.

Catarina Labouré era muitíssimo meticulosa em tudo o que fazia, e isso expressou-se nos pormenores que deu para a cunhagem da Medalha Milagrosa. Assim, se analisarmos pormenorizadamente a Medalha podemos constatar o seguinte:

A frente da Medalha

A frente da Medalha tem a imagem de Nossa Senhora com as mãos estendidas e das quais saem raios, que simbolizam as Graças derramadas sobre o mundo. Estes raios têm vários tamanhos. Os maiores representam as Graças que são pedidas e aceites e plenamente recebidas pela humanidade, pois são os que atingem a Terra. Outros mais pequenos, mas que não recaem sobre a Terra, representam as Graças derramadas, mas que são mal acolhidas e mal aproveitadas pela humanidade. Os raios mais curtos, que também não atingem a Terra, são as Graças que Nossa Senhora tinha para derramar sobre a humanidade mas nunca chegaram a ser, porque nunca foram pedidas.

Nossa Senhora está de pé sobre o Globo Terrestre pisando a serpente que se encontra contorcendo sobre a Terra, e  cuja cabeça será esmagada, como profetizado no Génesis. Sobre o globo está a data de 1830, quando foi feito o pedido de cunhagem da Medalha.

O verso da Medalha

Aparece no verso da Medalha uma Cruz com uma Base entrelaçada nas pernas de uma letra M, com uma composição complexa. Por baixo estão os dois corações, um cercado de espinhos e o outro com uma espada que o trespassa. Em volta estão doze estrelas de cinco pontas.

O facto da Cruz ter uma Base, é pouco habitual, e por isso podemos ver o significado especial que possa ter. A Cruz está sobre a sua base, que é a humanidade a quem se destinou e na qual se baseia para levar a Boa Nova do Reino de Jesus Cristo. Jesus é simbolizado pela Cruz que reina sobre a Base que é a humanidade. Esta Cruz da Medalha, é sem dúvida também a representação da Cruz da Vitória, como foi referida pela Catherine Labouré, que Nossa Senhora queria que fosse erigida em frente da Catedral de Notre Dame de Paris.

Os Dois Corações representam os Sagrados Corações de Jesus e Maria. O cercado de espinhos representando a Paixão de Jesus Cristo, e o trespassado pela espada representa as dores da Virgem Maria, profetizadas pelo velho Simeão, na Apresentação do Menino Jesus no Templo..

As doze estrelas, representam os 12 Apóstolos e a Igreja. As cinco pontas, que podem simbolizar os 5 Mandamentos da Igreja, mas também parecem representar alguém de pernas e braços abertos para acolher as Graças que lhe chegam do Céu.

Se olharmos mais atentamente para a letra M, vemos que as suas linhas não têm a mesma forma gráfica, fazendo com que sobressaiam outras letras e os consequentes significados que podem sugerir. Estes significados podem ser proféticos.


Possíveis leituras do grafismo contido no verso da Medalha Milagrosa
■ As letras que sobressaem são o M o I o V e outro I

■ O M sugere logo Maria, mas também Mundo, Medjugorje e Maçonaria.

Maria é a centralidade da Medalha que suportou a Cruz de Cristo e a Ele nos conduz.

Mundo sobre o qual assenta a Cruz de Cristo e que é atravessado pela Base da Cruz de um ao outro lado, e que finalmente acabará por ser vencido pela força da Redenção na Cruz.

Medjugorje, o local onde acabou por ser edificada a Cruz, que tendo sido rejeitada pelo clero francês, acabou por encontrar um lugar na montanha do Krizevac.

Maçonaria que controla o mundo, mas que acabará por ser lançada pela força da Cruz, no lago de enxofre (Apocalipse 19,20) em conjunto com o anticristo.

■ O primeiro I sugere Imaculada Conceição, cujo Dogma foi declarado alguns anos mais tarde, a 8 de Dezembro de 1854 pelo Papa Pio IX, com a Bula “Ineffabilis Deus.
O segundo I sugere, pelo seu maior tamanho, que existirá uma característica Imaculada expandida a toda a humanidade, nos Novos Céus e Nova Terra.

■ O V sugere logo Virgindade e Vitória de Maria Imaculada.

Virgindade antes, durante, e depois do parto. Intimamente ligado ao Dogma da Imaculada Conceição.

Vitória ou Triunfo do Imaculado Coração de Maria, mas também a “Cruz da Vitória”, da qual Catherine Labouré teve a visão alguns meses antes da revolução de 1848, e  que Nossa Senhora pediu para ser edificada em frente da Catedral de Notre Dame de Paris.

O facto deste Pedido de cunhagem da Medalha ter sido tão prontamente acolhido, fez com que os Milagres se sucedessem vertiginosamente pela Terra inteira. Existe o registo de milhares de Milagres conseguidos pela Medalha Milagrosa em todo o mundo.



■ 2 - Peregrinações à Capela da Rue du Bac

Catherine Labouré que foi instruída por Nossa Senhora para que a capela da Rue du Bac, mais conhecida por capela da Medalha Milagrosa, fosse aberta aos peregrinos de todo o mundo que a ela acorreriam. Os seus superiores rejeitaram sistematicamente o pedido. Nossa Senhora disse a Catherine que quando as autoridades eclesiásticas acedessem ao Seu Pedido, inumeráveis milagres seriam concedidos, da mesma maneira que aconteceram com a Medalha Milagrosa. Também grandes graças e bênçãos seriam concedidas sobre a comunidade de Catherine. Esta foi a tarefa mais difícil de Catherine, que nunca conseguiu ver satisfeita e que a torturou toda a vida. Por 34 longos anos Catherine sofreu com a negação dos seus superiores, e o grande responsável era o padre Aladel, seu director espiritual.

Perante a renitência dos superiores de Catherine em abrir a capela aos peregrinos, Nossa Senhora foi forçada a escolher outro local de peregrinação para conceder os Milagres que tinha inicialmente preparados para a Capela da Rue du Bac. Esse novo local foi Lourdes. É a própria Catherine que confirma que Nossa Senhora apareceu noutro lugar e que as Graças que estavam sendo dadas em Lourdes, deveriam ter acontecido na capela da Medalha Milagrosa:

“Sabe, estes Milagres deveriam acontecer na nossa capela.”

Noutra ocasião ela disse quase o mesmo:

”Se os superiores quisessem, a Bem-Aventurada Virgem teria escolhido a nossa capela.”

Escrito pelo próprio punho de Catherine foi encontrado o seguinte:

“Minha querida Mãe, aqui ninguém quer fazer o que a Senhora deseja; manifeste-se a Senhora mesmo em outro lugar!”

Um dos superiores de Catherine escreveu:

“O que é mais extraordinário, era que sem ter lido qualquer trabalho publicado, Catherine estava mais familiarizada com o que estava acontecendo em Lourdes do que aqueles que tinham realmente ido lá em peregrinação.”

Tudo isto, e muitas mais intuições sobrenaturais que Catherine teve sobre Lourdes ter sido escolhida em substituição da capela da Rue du Bac, foi narrado pelo padre René Laurentin nas suas Obras sobre estas Aparições.

Só após a morte de Catherine a capela foi aberta ao público, mas aí, os milagres e conversões sem número que deveriam ter acontecido ali, pertenciam então a Lourdes.



■ 3 - Construção da Cruz da Vitória

A Construção de uma Cruz monumental em frente da Catedral de Notre Dame de Paris, foi a terceira parte do Plano de Nossa Senhora para a conversão da França e de todas as pessoas que viriam de todas as partes do mundo. Foi liminarmente rejeitado pelos seus superiores, e nunca foi cumprida.

A propósito de uma mudança radical da atitude de uns revoltosos que invadiram a Capela, na revolução de 1848, Catherine teve uma visão:

“O que lhe estava sendo dado era a visão do triunfo da Cruz, o triunfo que deveria ser trazido à vida. Uma cruz monumental deveria ser construída em Paris. Seria para fortalecer os laços entre os cristãos e Cristo Crucificado.”
Noutra ocasião:

“Esta cruz seria chamada de Cruz da Vitória. Ela seria objecto de muita veneração. De toda a França e de países longínquos, até mesmo além-mar, alguns viriam por causa da devoção, outros em peregrinação, e ainda outros por simples curiosidade. E, claro, protecções especiais ocorreriam que seriam tidas como milagrosas. Nem uma única pessoa viria a Paris e visitaria esta cruz como uma obra de arte.”

Ela coloca tudo por escrito, para por acaso não esquecer de alguma coisa, e corre para o seu director espiritual:

"Haverá inimigos da religião que procurarão e passearão com uma cruz coberta com um véu negro, que trará o terror aos espíritos. Mas a Cruz triunfará. Haverá uma cruz que será conhecida por Cruz de Vitória, que terá as cores da nação, será construída ao lado de Notre Dame, na praça das vítimas. Aqui está: uma cruz que será feita de madeira preciosa, estrangeira. Ela será guarnecida. Ela terá maçãs douradas nas extremidades. Cristo será grande; cabeça inclinada sobre o lado do coração, a ferida do lado direito, de onde escorre muito sangue. As cores da nação no topo da coluna. O branco é a inocência, flutuando sobre a coroa de espinhos. O vermelho representa o sangue. O azul é a cor da Santa Virgem.

A cruz será chamado a Cruz de Vitória. Terá uma grande veneração. De toda a França e dos países mais distantes, e até mesmo do exterior, alguns virão por devoção, outros em peregrinações, e outros por curiosidade. Finalmente, ela vai trazer protecções muitos especiais que serão miraculosas. Não virá uma pessoa a Paris, que não venha ver e visitar esta Cruz como uma obra de arte." ...

"Na base da cruz, será representada toda essa revolução tal como aconteceu. A base da cruz parecia ter 10 a 12 pés, ser quadrada, e as travessas de 15 a 20 pés. E, uma vez elevada, pareceu-me cerca de 30 pés de altura.  ...”

Mas o padre Aladel, seu confessor, mais uma vez não lhe prestou qualquer atenção.

Esta Cruz, até à presente data, não foi construída.

Uma vez mais, perante a renitência dos superiores de Catherine em construir esta Cruz da Vitória, Nossa Senhora teve de estabelecer um novo Plano de Conversão, e parece ter sido a montanha de Krizevac em Medjugorje o local escolhido. Os milagres que deviam ter ocorrido em Paris a partir de 1833, passam a se verificar na montanha de Krizevac, onde em 1933, um século depois, foi erigida uma Cruz com as medidas exactas pedidas por Nossa Senhora, as quais o pároco de Medjugorje desconhecia por completo.

 Image result for montanha de Krizevac



Será isto uma estanha coincidência ou uma maravilhosa Deoincidência? Parece-me a mim uma extraordinária versatilidade de Nossa Senhora, sempre em busca dos seus filhos desgarrados, e que a nenhum esforço se poupa para Salvar Almas.



● Milagres da Medalha Milagrosa ● 
Milagres, obtenção de Graças, protecção e prodígios extraordinários se operam por meio da Medalha Milagrosa.

Nos anos seguintes à Aparição, a partir de 1832 ocorreram terríveis epidemias de cólera em França, onde só em Paris provocou 20.000 mortos, e milhares de pessoas foram curadas pelo uso da Medalha Milagrosa.

Existem dezenas de livros dedicados unicamente a enumerar milhares de Milagres operados através da Medalha Milagrosa.

É célebre a conversão do judeu Afonso Ratisbone, acontecida depois da visão que ele teve na Igreja de Santo André em que a Santíssima Virgem lhe apareceu, como representa a Medalha Milagrosa.

O corpo incorrupto de Catherine Labouré encontra-se exposto para veneração, à direita do Altar principal, e tem por cima a imagem de Nossa Senhora com o Globo terrestre nas mãos, tal como apareceu na segunda Aparição.


Corpo incorrupto de Santa Catherine Labouré

Esta Medalha, disse Pio XII, foi instrumento de tão numerosos favores, tantas curas, protecções e conversões, que a voz do povo a chamou de Medalha Milagrosa.

A Medalha Milagrosa é dádiva celeste. Usá-la, é colocar-se sob a protecção de Maria, na vida e na morte.

PRÁTICA: Usar a Medalha com confiança e devoção. Beijá-la respeitosamente de manhã e à noite, dizendo:

”Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.”

”Ó Marie conçue sans péché, priez pour nous qui avons recours a Vous.”